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Bahiater participa de Seminário sobre Indicação Geográfica para o Azeite de Dendê

Bahiater participa de Seminário sobre Indicação Geográfica para o Azeite de Dendê

As estratégias para o fortalecimento da cadeia produtiva do dendê foram apresentadas, nesta terça-feira (22), durante o Seminário sobre Indicação Geográfica (IG) para o Azeite de Dendê, realizado em Valença, no Baixo Sul do Estado. Um dos destaques foi o projeto preliminar de implementação da IG para o azeite de dendê da Bahia.

O seminário foi promovido pelo Instituto de Geociências e a Escola de Nutrição, da Universidade Federal da Bahia (UFBA), e do Instituto Federal Baiano (IFBAIANO/Valença), em parceria com a Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), por meio da Superintendência Baiana de Assistência Técnica e Extensão Rural (Bahiater), e da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR).

O azeite de dendê é produzido numa extensão territorial de mais de 20 mil hectares, envolvendo mais de 28 municípios dos Territórios de Identidade Baixo Sul, Recôncavo Baiano, Litoral Sul e Costa do Descobrimento. O registro de IG possibilita identificar a origem de produtos ou serviços, reconhecendo as características ou a qualidade desses produtos ou serviços, de uma determinada região.  

Célia Watanabe, gestora da Bahiater/SDR, participou do evento contribuindo com o debate Políticas Públicas Institucionais no Sistema Produtivo do Dendê. Ela observou que os atores envolvidos devem buscar maior articulação entre si para ampliar as formas de apoio aos agricultores familiares no desenvolvimento da dendeicultura: “Aqui no território Baixo Sul, temos 1.440 famílias sendo atendidas por meio de chamadas públicas, iniciaremos outros dois lotes para atender mais 1.080 famílias e estamos dialogando sobre uma parceria com o Consórcio Intermunicipal do Mosaico das APA do Baixo Sul (CIAPRA) para potencializar os serviços de Assistência Técnica e Extensão Rural. Além disso, nossa equipe da Bahiater no Serviço Territorial de Apoio à Agricultura Familiar (Setaf),  atua no apoio técnico para o acesso às outras políticas públicas”.

O diretor-executivo da Associação Cacau Sul Bahia (ACBS), Cristiano Sant'anna, destacou a importância da Indicação Geográfica para o fortalecimento da cadeia produtiva do dendê: “Apresentamos nossa experiência da Indicação Geográfica para as amêndoas de cacau do Sul da Bahia, desde a parte processual ao reconhecimento do selo. É importante trabalhar este tema, pois a Bahia tem vários produtos que podem ter o selo da Indicação Geográfica, uma ferramenta que auxilia bastante no desenvolvimento das cadeias produtivas”.

Eduardo Bemfica, do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), ressaltou a importância do debate sobre a propriedade intelectual para a valorização dos produtos de origem: “Cabe ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial garantir este reconhecimento sobre a Indicação Geográfica, que é um ativo importantíssimo para a valorização dos produtos e prestação dos serviços, das diferentes regiões do Brasil. A Bahia é um estado importantíssimo e riquíssimo de uma variedade enorme de produtos que podem ser agregadores de valor. Aqui falamos sobre a importância dos valores e benefícios de uma região ter este reconhecimento e, com isso, alavancar o desenvolvimento social e econômico da população e da sociedade como um todo”.

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