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Encontro traz reflexões sobre os elementos do Sistema Estadual de Assistência Técnica na Bahia

18/05/2018

Os participantes do Encontro Estadual de Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER), que acontece em Salvador até esta quarta-feira (17), fizeram parte de uma mesa redonda com o tema Reflexões Sobre os Elementos do Sistema Estadual de ATER na Bahia. A iniciativa teve a finalidade de aprofundar a discussão por meio das opiniões e impressões apresentadas pelos grupos de trabalho.

O encontro, promovido pela Secretaria Estadual de Desenvolvimento Rural (SDR), por meio da Superintendência Baiana de Assistência Técnica e Extensão Rural (Bahiater), tem o objetivo de refletir sobre o contexto e debater as principais questões sobre o financiamento, execução, monitoramento e qualidade dos serviços de ATER.

“A partir destas experiências, o que se pretende é avançar para a melhoria do sistema de Ater, interagindo com os agricultores, técnicos e executores de assistência para fazer uma síntese deste encontro”, observou Wilson Dias, diretor-presidente da Companhia de Desenvolvimento e Ação (CAR), empresa pública vinculada à SDR, responsável pela mediação da mesa.  

Para o assessor técnico da CAR/SDR, Ivan Fontes, o caminho para um sistema de ATER precisa passar pela consolidação das políticas públicas, por meio das leis e financiamentos com objetivo de gerar um pacto estadual nacional em torno do tema: “É preciso alinhar ATER e políticas complementares para alcançar um desenvolvimento rural sustentável. Para isso, existe a necessidade de definir papéis e fomentos para a criação desse sistema e também aperfeiçoar as estratégias e o modelo existente e organizar as instituições”.

Segundo o coordenador de Políticas de Inclusão Socioprodutiva da Casa Civil, André Santana, o desafio da ATER na Bahia é traduzir em números esse serviço para que haja avanço na disputa por investimento: “Aprimorar o sistema de registro é uma ação urgente, pois o registro de dados é uma estratégia importante porque evidencia e fortalece o serviço de assistência”.

A mesa de discussão contou também com participação da representante do Fórum Baiano da Agricultura Familiar, Célia Firmo, que falou sobre o avanço das políticas públicas para mulheres e jovens e que um indicativo disso é a plenária com a presença de mulheres agricultoras e técnicas: “Este encontro é um avanço para ampliar as discussões e cobrar melhorias nos serviços. Temos alguns elementos importantes para a ATER que queremos, o primeiro elemento é que de fato precisamos ter a clareza da ATER como uma política pública e que os agricultores têm o direito de tenham acesso a ela”.

Participam do encontro agricultores e agricultoras familiares, representantes de organizações e movimentos sociais representativos de populações tradicionais do campo, dirigentes de instituições executoras de serviços de ATER, gestores públicos, dirigentes de instituições parceiras e técnicos extensionistas.