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II Conferência da Caatinga tem a participação de uma delegação da Bahia

Desenvolvimento Humano e Sustentabilidade é o tema da II Conferência da Caatinga, que está sendo realizada até esta quinta-feira (21), na Assembleia Legislativa do estado do Ceará, em Fortaleza. O evento, que abriga também a Feira dos Saberes e das Culturas da Caatinga, contou com a participação de uma delegação da Bahia, formada por representantes do Governo do Estado e sociedade civil.

 

A Feira dos Saberes e das Culturas da Caatinga teve também a participação de agricultores familiares da Bahia, organizados em cooperativas. A apresentação de experiências baianas e a comercialização de produtos beneficiados como o licuri e o umbu, entre outros, teve o apoio do Pró-Semiárido, projeto executado pela Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), empresa pública vinculada à Secretaria Estadual de Desenvolvimento Rural (SDR).

 

O panorama apresentado durante a Conferência evidenciou que, nos últimos anos, passou a haver maior integração de políticas públicas e visão sistêmica, nos Estados, do Bioma Caatinga, principalmente em função dos avanços da abordagem territorial.

 

Djanira Reis, da Cooperativa de Assistência à Agricultura Familiar Sustentável do Piemonte (Coofaspi), apresentou a experiência do beneficiamento do licuri e ressaltou a importância da participação na conferência: “Está sendo muito bom e eu me sinto feliz em passar os conhecimentos para outras pessoas. O licuri é um fruto da Caatinga, que poucas pessoas conhecem”.

 

Representando a Cooperativa de Produção e Comercialização da Agricultura Familiar do Sudoeste da Bahia (Cooproaf), Marilda dos Santos observou que ainda tem muita gente que não conhece o umbu e apresentar esse fruto da Caatinga é um avanço para a cooperativa: “Foi uma experiência muito boa e uma oportunidade para a cooperativa, de mostrar e conhecer novas experiências”.

 

Durante o evento, foram realizadas apresentações sobre o Panorama Atual da Caatinga e do Semiárido e A Situação Atual dos 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), comparando o Nordeste com outras regiões, alertando para a necessidade de mais atenção dos governos e sociedade em melhorar a superação de problemas. Foram apresentadas ainda diversas experiências exitosas da Bahia e de outros estados, a exemplo do Recaatingamento, pelo Instituto Regional da Pequena Agropecuária Apropriada (Irpaa) e a Implantação de Sistemas Agroflorestais para a Recuperação Ambiental e Empoderamento Social no Território de Irecê.

 

Foram apontados aspectos como a necessidade de ampliação do financiamento voltado para a conservação, restauração e uso sustentável da Caatinga. Uma ação que exiga articulação dos governos do Nordeste, dos povos da Caatinga e da sociedade civil para implantar uma estratégia moderna, com respeito às diversidades dos povos e de contextos, uma tomada de decisão que atenda a todos e seja capaz de orientar diferentes caminhos, como o recaatingamento, manejo florestal comunitário, plantios de enriquecimento, criação de unidades de conservação ou usos alternativos do solo com base agroecológica, além da necessidade de se repensar as relações do urbano com rural.

 

A delegação baiana é composta por representantes da Cepex/SDR, Superintendência Baiana de Assistência Técnica e Extensão Rural (Bahiater/SDR), do projeto Pró-semiárido/CAR/SDR, da Secretaria Estadual do Meio Ambiente (Sema), Instituto do Meio Ambiente (Inema), do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS), na Bahia, e do Comitê Estadual da Reserva da Biosfera da Caatinga.