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SDR e MPA reúnem-se e avaliam ações para o campo

Dirigentes da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR) participaram, nesta segunda-feira (10), da reunião da Direção Estadual do Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), que acontece no Centro de Formação da SDR, em Salvador, até a próxima quarta-feira (12). O principal objetivo é avaliar as ações realizadas no ano de 2018 e planejar as atividades para os próximos dois anos (2019 e 2020).

O titular da SDR, Jerônimo Rodrigues, destacou que esse é um momento em que o governo estadual fecha um ciclo e que, atendendo ao convite do MPA, a SDR realizaram juntos um balanço das políticas públicas realizadas nos últimos quatro anos, contabilizando avanços e desafios, para a elaboração de uma projeção para ações futuras do movimento, que segundo Rodrigues, tem um papel importante na Bahia em questões  como a reforma agrária, com um trabalho sério e responsável, que tem um envolvimento de jovens, demonstrando a abertura de um espaço para renovação de lideranças.

“A avaliação é positiva, dos passos que foram dados juntos, em parceria com o MPA, com ações como a de habitação rural, ou em projetos como o do Bancos de Sementes Crioulas, editais do Bahia Produtiva  e Pró-Semiárido, com a ação do fusegate, instalado na Barragem de Ponto Novo, além das famílias que vem sendo atendidas com assistência técnica e extensão rural (ATER). Apesar da sensação de acerto, sabe-se que o movimento tem outras demandas e o Governo do Estado se esforça para atendê-las”, pontuou Rodrigues.

De acordo com o articulador político do MPA na Bahia, Leomárcio Silva, enquanto movimento do campo, a avaliação dessa primeira gestão do Governo do Estado é da verificação de muitos avanços, inclusive na política estruturante e na forma como essas demandas foram atendidas: "Existem programas de Governo que deram conta de atender a demandas de diversas comunidades rurais”. 

Silva observou ainda que o contexto atual requer do movimento uma capacidade maior de elaboração e organização prática dessas demandas, de modo que qualifique e priorize o que de fato estruture e dê consistência à vida nas comunidades: "A gente tem com a SDR uma interlocução que tem sido muito boa e espera que nessa próxima gestão consigamos essa mesma condição de diálogo, por meio de uma instância que contemple também outras áreas de Governo”. 

O diretor-presidente da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR/SDR), Wilson Dias, apresentou um panorama das ações que vem sendo realizadas nos últimos anos, para atender a demandas das comunidades rurais. Ele salientou que a CAR vem desenvolvendo um arranjo institucional em que as várias cadeias produtivas nas quais o MPA tem atuação possam estar integradas: “A ideia é formar uma aliança mais global, para que sejam colocados, em pleno funcionamento, um conjunto de ações que incluem  agroindústrias e outros projetos que estão sob a coordenação do movimento”.

Durante o evento foi apresentado um breve histórico dos 18 anos do MPA na Bahia e o processo de construção Plano Camponês, Aliança Camponesa e Operária por Soberania Alimentar. O movimento é formado por cerca de sete mil famílias, distribuídas em 52 municípios de sete Territórios de Identidade baianos e se destaca pelas mobilizações de comunidades rurais, campanhas, como a realizada contra os agrotóxicos e preservação das sementes crioulas, além de mutirões.