Pró-Semiárido desperta interesse entre projetos FIDA - CAR

Pró-Semiárido desperta interesse entre projetos FIDA

02/12/2017

A Bahia recebe dois oficiais do Fundo Internacional para o Desenvolvimento Agrícola (FIDA), para diferentes intercâmbios com o Pró-Semiárido, projeto executado pela Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), empresa pública vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR).

A indiana Meera Mishra e o moçambicano Custódio Mucavele vieram participar de um intercâmbio a fim de conhecerem a experiência da Cooperativa Agropecuária Familiar de Canudos, Uauá e Curaçá (Coopercuc), localizada no município de Uauá. Meerea e Custódio são responsáveis pelas execuções de projetos em seus respectivos países.

Mucavele é oficial de programas do FIDA e vem acompanhando os projetos do banco no Brasil, com foco, dentre outros assuntos, na viabilização de intercâmbios entre os projetos dos países do hemisfério sul, organizando uma cooperação sul-sul.

Antes de viajarem para Uauá, Meera e Mucavele visitaram o Bahia Rural Contemporânea, evento de valorização e comercialização da agricultura familiar, economia solidária e reforma agrária do país, promovido pelo Governo do Estado, por meio da SDR, que segue até este domingo, dia 03, no Parque de Exposição de Salvador.

Nesta sexta-feira, a comitiva esteve na sede da Coopercuc para conhecer as suas instalações e como funciona a produção, beneficiamento e comercialização dos produtos originados a partir das frutas da região, como umbu, goiaba, maracujá do mato e manga.

Além de conhecer a agroindústria, na sede do município, o grupo esteve na minifábrica, situada nas comunidades Lages das Aroeiras, onde pôde conversar com os beneficiários do projeto sobre a história da cooperativa, desde o seu início, e ver a transformação pela qual estão passando os moradores da comunidade. O pequeno espaço está sendo ampliado e irá abrigar a nova fábrica de picolés da cooperativa, que servirá como ponto de comercialização e distribuição do produto. Para isso, os cooperados estão enfrentando o desafio de deixar a produção de doces e aprender o novo ofício. O Pró-Semiárido está investindo R$43 mil na ampliação da fábrica, que tem inauguração prevista para fevereiro do próximo ano.

Dona Analice da Silva, uma das primeiras mulheres a beneficiar o umbu, fazendo doces, falou sobre o que está sentindo com tamanha mudança. “Eu sei que tudo tem sua mudança. Espero que seja bom pra nós, e que muitos jovens que não começaram a trabalhar, se apeguem e deem certo fazendo os picolés. E eu vou continuar trabalhando, pra servir de exemplo pra eles”, desabafou.

Para Meera, os beneficiários do Pró-Semiárido são bem diferentes dos que ela conheceu, em outras missões. “Ao contrário de outros projetos, nos quais as pessoas parecem guiadas, orientadas sobre o que devem falar, percebi, com as pessoas com as quais conversei, muita autonomia e a noção de que sabem muito bem o que estão fazendo e onde pretendem chegar”, revelou.

E continuou falando sobre o que chamou sua atenção: “o conceito de pegar uma planta que é nativa e que não era tão considerada, como no caso do umbu, e transformá-la numa planta de tanta importância, que traz muita dignidade para as pessoas, pode ser reproduzido com relação a outras plantas, em outras partes do mundo. Vi muitas coisas que me chamaram a atenção, mas preciso enfatizar é como as pessoas são hospitaleiras aqui na região”, completou.

Mutirão
Próximo à minifábrica, beneficiários do projeto faziam um mutirão de limpeza na área de ensaio forrageiro, e a equipe parou para conhecer a experiência, numa associação comunitária. Seu Manoel Souza da Silva estava com a enxada, numa plantação de mandioca, e explicou a atividade. “Estamos fazendo mutirão pra plantar e fazer forragem para garantir a alimentação dos animais”, falou.

O Pró-Semiárido, como forma de incentivar a utilização de tecnologias de convivência com o clima, capacita os participantes em técnicas de plantio, produção e armazenamento de ração, para que o período de estiagem não seja motivo de perda de criação e, para isso, incentiva o trabalho coletivo. Para explicar a atuação do projeto, o técnico em Desenvolvimento Social, Miroval Marques, falou sobre o mutirão: “O projeto estimula o fortalecimento da união para o trabalho coletivo porque o resultado é um aumento do rendimento e da capacidade de realização, o fortalecimento do banco de forragens, além de aproximar as pessoas da comunidade”.

O Pró-Semiárido é um projeto fruto do acordo de empréstimo entre o Governo do Estado e o FIDA, por meio da SDR, executado pela Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), com foco na superação da pobreza rural.

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